DOURADOS

Prefeitura quer fechar postos de saúde para ampliar expediente em quatro unidades

Posto da Seleta deve receber equipe da unidade da Vila Matos - Crédito: Divulgação/Prefeitura de Dourados Posto da Seleta deve receber equipe da unidade da Vila Matos - Crédito: Divulgação/Prefeitura de Dourados

A Prefeitura de Dourados pretende fechar postos de saúde implantados em prédios alugados e enviar as equipes desalojadas para outros que funcionam em imóveis próprios do município. O objetivo é adequar-se ao Programa “Saúde na Hora”, do governo federal, com atendimentos em horário estendido, mas a falta de espaço e o maior número de pacientes por unidade preocupam profissionais da área.

O Dourados News apurou que a Estratégia Saúde da Família 41, na Rua João Vicente Ferreira, número 160, na Vila Matos, deve ter toda sua equipe, com ao menos 13 profissionais, enviada ao posto da Seleta, na Rua José Roberto Teixeira, número 691, no Jardim Flórida.

“Aumenta o número de pessoas atendidas, mas sem salas suficientes para enfermeiros, dentistas, agentes de saúdes”, afirma um trabalhador ouvido pelo Dourados News sob a condição de anonimato.

Também existe a possibilidade de mudança para as equipes do ESF 24, atualmente localizado na Rua João Paulo Garcete, número 4810, Jardim Piratininga, e do ESF 42, Chácara dos Caiuás, atualmente localizado em uma casa adaptada na Rua Trinta e Um de Março, número 1945, no Jardim dos Estados. Ambas devem ser realocadas no ESF 43, na Vila Índio, esquina entre as ruas Ponta Porã e Alberto Maxwel.

Para Anízio de Souza dos Santos, presidente do conselho gestor da unidade de Saúde do Jardim Piratininga, é necessário que a administração municipal esclareça dúvidas antes de promover qualquer mudança.

“Nós não tivemos a oportunidade de conhecer bem isso, de entender. Eles tentam se credenciar para novo programa do governo federal. Por enquanto estamos em fase de discussão, por entendermos também que o espaço físico talvez não seja adequado, se vai contemplar qualidade e acesso do usuário. Espero que tenham essa sensibilidade de não fazer de forma impositiva. Que tenha os devidos esclarecimentos”, afirmou ao Dourados News.

Ele explicou ainda que pela área de abrangência da Unidade Piratininga caso ocorra a mudança para a Vila Índio, haverá casos de moradores que vão fiar a mais de 3 quilômetros de distância, entre eles gente acamada, cadeirante.

Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Saúde, Berenice de Oliveira Machado Souza, confirmou essa intenção e explicou que o objetivo é adequar-se ao “Saúde na Hora”. Lançado em maio deste ano pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esse programa prevê repasses federais para unidades básicas de saúde que ampliarem o horário de atendimento entre 60 horas e 75 horas semanais.

“Temos que seguir as portarias do Ministério da Saúde”, justificou Berenice. O Dourados News apurou que é previsto o aporte mensal entre R$ R$ 44,2 mil e R$ 109,3 mil para unidades que atendam de 12 a 15 horas diárias ininterruptas em dias úteis, de segunda a sexta-feira, ou menos, mas com expediente aos sábados ou domingos.

Questionada sobre a quantidade de postos de saúde que precisarão ser fechados para reforço das unidades integrantes do programa federal, a secretária de Saúde foi taxativa: “Quantos forem necessários”. No mais recente balanço do Ministério da Saúde, Dourados consta como município apto, com quatro Unidades de Saúde da Família.

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