Saúde

Fundação dos Serviços de Saúde é alvo da Controladoria-Geral da União

Inspeção realizada nas dependências da Funsaud no início de outubro pegou de surpresa até o MPE, que quer acesso aos resultados dessa ação

Funsaud administra Hospital da Vida e UPA em Dourados (Foto: A. Frota) Funsaud administra Hospital da Vida e UPA em Dourados (Foto: A. Frota)

Criada em 2014 para administrar a UPA 24 Horas e o Hospital da Vida, a Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde Dourados) está em emergência financeira e administrativa desde o dia 17 de novembro de 2017. Alvo de ações judiciais que acusam irregularidades em licitações e de investigações abertas para apurar caos em sua área de atuação, agora também foi inspecionada pela CGU (Controladoria-Geral da União). 

 

O órgão do Governo Federal descrito como “responsável pela defesa do patrimônio público, transparência e combate à corrupção” realizou uma inspeção/auditoria nas dependências da Fundação no início do mês passado. Não há detalhes sobre as motivações ou conclusões dessa ação, mas até o MPE-MS (Ministério Público Estadual), que investiga situações irregulares, foi pego de surpresa.

Na quarta-feira (21), o promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior informou ter “que chegou ao conhecimento deste órgão de execução a realização de uma inspeção/auditoria in loco pela Controladoria-Geral da União nas dependências da Funsaud, por volta da primeira semana de outubro de 2018”, e determinou que o resultado dessa inspeção seja juntado a investigações locais assim que for concluído.

Essas providências foram determinadas no Inquérito Civil número 06.2016.00000437-0, instaurado para “apurar possíveis irregularidades ocorridas no Hospital da Vida, relacionadas ao atendimento de pacientes e fornecimento de medicação/material básico”. Neste procedimento, o MPE flagrou situação caótica durante vistoria realizada dia 30 de agosto nessa unidade hospitalar.

À ocasião, os promotores de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Junior e Ricardo Rotunno constataram no Hospital da Vida, entre outros problemas, falta de materiais básicos como medicamentos indispensáveis, número insuficiente de profissionais para atender, pacientes nos corredores e outros locais insalubres, além de sala de Raio-X sem isolamento adequado para conter a radiação. Ambos não descartam ingressar com ação coletiva, com pedido de intervenção judicial na Funsaud.

 

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