Saúde

Com epidemia de dengue que já matou 11, MS tem uma morte por influenza em 2019

Secretaria de Estado de Saúde fez recomendações para as secretarias municipais para implementarem medidas de prevenção a essa doença

Vacinação contra a gripe em Dourados começa no próximo dia 15 (Foto: Divulgação) Vacinação contra a gripe em Dourados começa no próximo dia 15 (Foto: Divulgação)

Tomado por uma epidemia de dengue que já tem 21.742 notificações e 11 mortes confirmadas, Mato Grosso do Sul também registrou um óbito causado por influenza neste ano. Nesta quinta-feira (11), além de divulgar esses dados, a Secretaria de Estado de Saúde fez recomendações para as secretarias municipais que atuam nessa área para implementarem medidas de prevenção a essa doença mais comum no inverno. 

Com dados consolidados até a terça-feira (9), o documento revela que houve 206 casos notificados de influenza em 2019 no território estadual. Corumbá teve a única confirmação até agora, de H3N2, que provocou a morte de uma pessoa em janeiro. Sem revelar a identidade da vítima indica que tinha sobrepeso e era usuária de entorpecentes, além de etilista (alcoólatra).

RECOMENDAÇÕES

Além de apresentar esses dados, o boletim epidemiológico tem três recomendações às secretarias municipais de Saúde: “disseminar aos serviços de saúde públicos e privados o Protocolo de Tratamento de Influenza- 2017, com ênfase no tratamento oportuno dos casos de SRAG e de SG com condições e fatores de risco; divulgar amplamente à população as medidas preventivas contra a transmissão do vírus influenza (etiqueta respiratória e lavagem das mãos) e informações sobre a doença, com a orientação de busca de atendimento médico em caso de sinais e sintomas compatíveis; e notificar e tratar todos os casos que atendam a definição de caso de SRAG, independente de coleta ou resultado laboratorial”.

A publicação oficial acrescenta que o antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, está disponível em todo o Estado gratuitamente, e o seu uso no início dos primeiros sintomas da gripe é fundamental para prevenir o agravamento dos casos. “Porém, existem critérios pré definidos pelo Protocolo de Tratamento de Influenza que devem ser seguidos”, ressalva.E

SINTOMAS E PREVENÇÃO

Os sintomas suspeitos da doença são: febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações, musculares ou de cabeça.  “É fundamental ao apresentar esses sinais, principalmente pacientes com comorbidades, procurar atendimento no início dos sintomas favorecendo o tratamento oportuno (em até 48 horas). O tratamento pode ser prescrito tanto por médicos do SUS como particulares, com a dispensação, sem custos, garantida pela rede pública”, detalha a Secretaria de Estado de Saúde.

O boletim epidemiológico assinala ainda ações para diminuir a circulação dos vírus da gripe, como higienizar as mãos com frequência; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; evitar aperto de mãos, abraços e beijo social; reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração; evitar visitas a hospitais; e ventilar os ambientes.

DÚVIDAS FREQUENTES

Por fim, a publicação da Secretaria de Estado de Saúde elenca perguntas e respostas para sanar dúvidas frequentes. Confira abaixo:

Resfriado e influenza (gripe) são a mesma coisa?

Não. O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.

Qual a diferença da gripe comum para a "gripe A"?

O que popularmente ficou conhecida como "gripe A" é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde.

Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de também oferecer proteção contra influenza B.

Qual o critério para a escolha dos grupos?

Os grupos prioritários são escolhidos levando em conta as pessoas com mais chances de desenvolver complicações a partir da gripe. Os critérios são construídos a partir da investigação do perfil dos casos graves e dos casos de óbito por gripe. 

Qual exame deve ser feito para a comprovação da infecção por algum desses tipos da Influenza?

O exame preconizado para detecção do vírus é o Swab Combinado Naso/Orofaringe, uma coleta simples em que o produto coletado é a secreção nasal e oral do paciente. Esta é feita com swab (um cotonete um pouco maior do que utilizado em casa).

 

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