Educação

Délia se explica após áudio de assessor sugerir intervenção política na UFGD

Prefeita de Dourados diz que opinião manifestada pelo presidente da Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar não reflete a de sua gestão

Roberto Djalma Barros preside a Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados (Foto: Divulgação) Roberto Djalma Barros preside a Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados (Foto: Divulgação)

A prefeita de Dourados, Délia Razuk (PR), divulgou nota de esclarecimento no final da tarde desta segunda-feira (24) para se explicar sobre o vazamento de áudio em que um de seus assessores afirma ter atuado para haver intervenção política na reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). A gestora garante não ter qualquer envolvimento com o caso.  

“Eu não tenho nada a ver com a opinião dele, muito menos a administração municipal. É uma manifestação pessoal, de foro íntimo”, declarou Délia. Ela referiu-se a um áudio que tem repercutido nas redes sociais e atribuído a Roberto Djalma Barros, Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados.

Na gravação, o assessor da prefeitura afirma ter recorrido aos senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) para impedir a nomeação do professor Etienne Biasotto como reitor da UFGD. Ele detalha ter enviado publicações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) feitas pelo pai de Etienne, o ex-vereador Wilson Biasottto, do PT.

“Tenho o maior respeito pelo Etiene e pelo Biasotto. São ótimas pessoas, ótimos profissionais. Além do mais, eu não tenho que me manifestar sobre a eleição na UFGD, não tenho voto, não pertenço à universidade”, argumentou Délia Razuk. “Ele [Djalma Barros] não falou pela prefeitura. Fiquei até surpresa com a repercussão das declarações dele”, acrescentou.

Embora Etienne Biasotto tenha vencido a eleição interna para reitor da UFGD e sido incluído na lista tríplice enviada em março ao Ministério da Educação, no dia 10 de junho o ministro da Educação, Abraham Weintraub, desconsiderou o resultado e nomeou a professora do curso de pedagogia Mirlene Damázio como reitora interina.

 

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