Economia

Ministra diz que Brasil pode importar carne para equilibrar preço de mercado

Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, visitou Dourados na manhã desta segunda-feira

Ministra Tereza Cristina visitou Dourados para inauguração de fábrica da Coamo (Foto: Eliel Oliveira) Ministra Tereza Cristina visitou Dourados para inauguração de fábrica da Coamo (Foto: Eliel Oliveira)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, sugere que o Brasil pode importar carne bovina para equilibrar os preços de mercado. Essa afirmação foi feita por ela em Dourados na manhã desta segunda-feira (25), durante inauguração do complexo industrial da Coamo. 

Questionada sobre a alta do preço da carne bovina no mercado interno justamente quando os internacionais abrem as portas para a produção brasileira, a ministra afirmou que esse é um momento passageiro de equilíbrio da cadeia produtiva, mas pontuou que não será mais possível pagar o quanto era pago há dois meses.

“Tem que lembrar quanto tempo a arroba do boi ficou parada. Ninguém falava que estava barato demais. O produtor rural aguentou muitos anos. Isso é um momento de equilíbrio dessa cadeia produtiva. A cadeia vive um momento de euforia, mas já já esse mercado vai se equilibrar”, ponderou.

Mesmo com esse otimismo, Tereza Cristina ressaltou que “os preços não serão mais os preços praticados há dois meses atrás”. “Mas com certeza eu acho que essa euforia não continua. É um momento de ajuste da carne brasileira. O Brasil é grande exportador, mas também pode importar carne, se precisar, para dar equilíbrio ao mercado”, sugeriu.

No mais recente boletim Casa Rural, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) informou que “a cotação da arroba em Mato Grosso do Sul, entre 01 a 19 de novembro de 2019, registrou valorização expressiva”.

“No fechamento de 19/11 a arroba do boi foi cotada a R$ 186,96 e da vaca R$ 174,74. O valor da arroba do boi teve alta de 14,9% em relação ao início de novembro quando foi cotado a R$ 162,58/@ e a arroba da vaca registrou valorização de 15,5% em relação aos R$ 151,17 por arroba de 01/11”, detalhou.

De acordo com a entidade representativa do setor produtivo estadual, “os preços estão valorizados porque há a combinação de menor oferta e demanda aquecida, principalmente do mercado externo. Porém, a volta de animais terminados a pasto poderá, nos primeiros meses de 2020, equilibrar oferta à demanda e com isso reduzir a intensidade da curva de alta”.

 

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