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“Pacco Ligeiro”: Acerta flecha no alvo e fuma o cachimbo da paz

O dia em que a flecha da sensatez acertou o alvo na mosca!

“Pacco Ligeiro”: Acerta flecha no alvo e fuma o cachimbo da paz - Foto: Antonio Carlos Ferrari “Pacco Ligeiro”: Acerta flecha no alvo e fuma o cachimbo da paz - Foto: Antonio Carlos Ferrari

Sim, o que seria uma tacada de mestre ou se preferir flechada de mestre foi o evento mais comentado na tarde da ultima quinta feira (3), tendo como protagonistas o prefeito de Itaporã Marcos Pacco e os estudantes universitários indígenas.

Nem mesmo o prefeito tinha noção da repercussão que daria a sua ação de buscar entendimento com as lideranças indígenas para o desbloqueio da MS 156 rodovia Itaporã/Dourados.

Pela primeira vez na história de Itaporã, um gestor público teve seu nome viralizado de forma avassaladora congestionando as redes sociais de uma forma nunca visto na região da Grande Dourados. Após 3 horas de negociações e estabelecido o acordo para que o impasse fosse resolvido, deu-se inicio a uma enxurrada de publicações nos mais diversos meios de comunicação. Uns parabenizando o prefeito, outros aproveitando para expressar repulsa ao executivo douradense, e tantos outros formadores de opiniões se manifestando de todas as formas possíveis que grande rede mundial de computadores permite.

Pacco acertou na mosca, foi capa dos principais jornais não só da região como de todo o estado numa velocidade meteórica dada ao êxito de sua iniciativa.

Conversando com o prefeito, tivemos a nítida certeza que ele realmente agiu na tentativa de uma negociação que parecia impossível diante das circunstancias.  Durante o tempo em que esteve reunido com os estudantes, o prefeito enfatizava que ali estava em nome do povo de Itaporã, e em nenhum momento interferindo na administração de Dourados, sobretudo, por não conhecer a realidade financeira daquele município e também, qualquer coisa que dissesse em nome da gestão Douradense, estaria sendo desrespeitoso e antiético. Sem discurso decorado e falando palavras retas, o prefeito conseguiu aumentar ainda mais sua estima junto aos índios, fato que o fez colher os louros de uma vitória com dimensões que até agora nem ele mesmo soube mensurar.

Como diria os formadores de opiniões, Pacco se valeu da prerrogativa de ser representante do povo, se municiou de atitude e determinação de um cidadão e com isso conquistou o respeito e admiração de gregos e troianos. De praxe o prefeito ganhou dividendos altamente positivos para sua ascensão no campo da politica. Não bastasse a primeira parte desta ação, Pacco ainda conseguiu já na segunda feira (07) uma audiência com o deputado federal Beto Pereira, aonde acompanhado de lideranças indígenas foi atrás de conseguir um ônibus para atender com exclusividade a demanda do transporte universitário dos indígenas, pleito já encaminhado, estamos no aguardo.

Antes que eu esqueça, a título de informação, no dia 3 de outubro, é comemorado o dia da Abelha, sendo esta o único animal do planeta capaz de produzir o mel - considerada a primeira substância adocicada utilizada pelo homem na antiguidade. Para marcar este dia, o “fel da revolta e da descrença” instalado na comunidade indígena, foi adocicado pelo mel da cordialidade, da credibilidade e da competência. Parabéns cara pálida!

E dê-lhe dança Marco Pacco, dê-lhe dança “Kuimbaê Marangatú”.

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